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Blog / Notícias

Plenária do Nenhum Serviço de Saúde a Menos – 15/08 – 18:30h

Plenária do Nenhum Serviço de Saúde a Menos – 15/08 – 18:30h

A incerteza sobre os rumos da Atenção Básica no Rio de Janeiro aumenta. Com um modelo de gestão precário, permanecemos convivendo com incertezas sobre o funcionamento dos serviços.
Se mantém a falta de insumos, as mudanças no modelo, com redução de equipes, é uma realidade, os direitos trabalhistas não são levados a sério, e as perspectivas são sombrias.
Por isso, convidamos todas as organizações, coletivos, profissionais e usuários do Rio de Janeiro para estarmos, nessa quarta-feira, às 18:30, na UERJ, para discutirmos nossas estratégias de resistência!
Até lá!

Nota do Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro sobre a situação atual de nossa entidade

Nota do Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro sobre a situação atual de nossa entidade

O Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro considera relevante divulgar a seus associados e demais interessados as informações a seguir:
1. A Diretoria do Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro (SinMed-RJ) é formada por 29 (vinte e nove) médicos e médicas. A atual foi eleita em março de 2017 para um mandato de apenas 03 (três) anos, tendo em vista 01 (hum) ano desperdiçado na luta contra as ações do então presidente do sindicato, Jorge Darze, em manobras protelatórias para se perpetuar no poder, o que levou ao adiamento das eleições, por imposição judicial.
2. O presidente eleito, Jorge Luiz do Amaral (Bigu), não pôde ser empossado no cargo, em consequência de impedimento determinado por decisão judicial em Segunda Instância (proc. TRT - 0100362-65.2017.5.01.0000 - 20/03/2017), condicionada ao julgamento do mérito do processo (proc. 0100347-39.2017.5.01.0019 - 15/03/2017). O processo encontra-se atualmente na 74° Vara do Trabalho, onde já tramitavam outros dez processos considerados conexos pela justiça.
3. Todos os demais 28 diretores tomaram posse regular, passando o vice-presidente eleito, José Leôncio Feitosa, a responder pela presidência, enquanto se aguardava a tramitação do processo acima mencionado. A partir desse momento - e após um período da longa gestão de 18 anos, que representou o isolamento e estagnação da entidade -, o sindicato retomou seu funcionamento democrático. Nesse período, até o início de 2018, o presidente eleito participou regularmente das atividades do Sindicato, inclusive das reuniões de Diretoria, onde sempre exerceu seu direito a voz.
4. O vice-presidente e presidente em exercício, Leôncio Feitosa, após transcorrido quase um ano em exercício da presidência, veio a assumir as funções de Diretor do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, da UFRJ. Considerando a impossibilidade do desempenho de ambas funções, Leôncio Feitosa, baseado no Art. 12° do Estatuto do SinMed-RJ, que versa sobre remanejamento de diretores, solicitou à Diretoria o “remanejamento” para a Secretaria de Assuntos Jurídicos, passando, então, um ocupante desse cargo, Dr. Franklin Rubinstein, a ocupar a vice-presidência. Esta mudança, prevista no estatuto, foi aprovada em reunião de diretoria.
5. Desde o início desta gestão iniciada em março de 2017, tanto o Dr. Leôncio quanto o Dr. Franklin, estando no exercício da presidência, fizeram a abertura de todos os eventos oficiais de que participaram mencionando que estavam ali na condição de exercício temporário da presidência, enquanto esperavam que a justiça autorizasse o Dr. Bigu, presidente eleito, a tomar posse.
6. O processo referente à posse do presidente eleito encontra-se em fase final de tramitação, aguardando decisão do Juízo da 74° Vara do Trabalho, e espera-se que tenha solução rápida, permitindo a posse do Dr. Bigu como presidente legal e efetivo.
7. O impasse jurídico relativo à posse do presidente eleito, que vem se arrastando desde a eleição e posse da atual diretoria em 2017, produziu desgastes e tensões, e uma lamentável divisão entre os membros da diretoria. Desde abril de 2018, um grupo de diretores liderados por Bigu não mais exerce funções importantes e decisivas em nossa entidade, visto que se ausentam sistematicamente das reuniões e dos espaços de decisão, causando um prejuízo enorme à administração. Cabe destacar ainda o lastimável desgaste político decorrente de manifestações incorretas e inconsistentes, veiculadas em diversos meios de divulgação, especialmente grupos de discussão de redes sociais, que atribuem aos membros da diretoria atual, e não à justiça, o impedimento da posse do colega Bigu.
8. O SinMed-RJ viveu uma situação de abandono nos últimos anos que antecederam a atual gestão, testemunhada por todos que voltaram a frequentar a entidade com maior assiduidade, seja para participar de atividades de debates sobre temas gerais, seja pelos médicos que buscam os serviços prestados pelo sindicato, ou aqueles que lutaram na vitoriosa greve da Atenção Básica do Município do Rio de Janeiro. O prédio estava em condições lastimáveis, não só pela aparência, mas pelas condições de segurança, principalmente em suas instalações elétricas e hidráulicas. E ainda, a desorganização dos documentos contábeis – dispersos por vários setores; a identificação de gastos sem devida documentação comprobatória; contratos irregulares ou não atualizados; aluguéis sem reajuste; necessidade urgente de reorganização do setor jurídico, além de outros fatos, têm merecido da diretoria um trabalho hercúleo no sentido de garantir os compromissos assumidos por ocasião da campanha vitoriosa dos “Médicos Unidos”. A diretoria atual é formada, em sua maioria, por médicos que mantêm sua agenda de trabalho normal, e se desdobram para dedicar o maior tempo possível ao nosso sindicato. O Sindicato dos Médicos está ativo e presente nas lutas da categoria.
9. Reiteramos nessa nota o que defendemos desde sempre: nosso compromisso com todos os médicos e médicas, e os valorosos apoiadores que permanecem na luta pela construção de uma entidade democrática, plural, transparente e com unidade. Nosso compromisso é com a defesa do SUS, com a soberania do país e com a restauração do estado democrático de direito.
Rio de Janeiro, 08/08/2018
Diretoria do Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro


Contratações na rede federal são anunciadas

Contratações na rede federal são anunciadas

O Ministério da Saúde cedeu à pressão da Comissão Externa da Câmara dos Deputados, do Cremerj e Coren e vai contratar 1.020 profissionais de saúde para hospitais e institutos federais do Rio.

Os nomes dos profissionais foram divulgados no Diário Oficial da União. Para a deputada federal Jandira Feghali (PCdoB/RJ), que coordena a Comissão Externa da Câmara, o número não atende todo o déficit: "Ainda falta 60% do que constatamos de déficit na rede. São 3,5 mil no total. Seguiremos cobrando por todo o contigente de profissionais", avalia.

Durante 2017 e 2018, parlamentares e entidades profissionais inspecionaram as unidades do Rio. O grupo constatou que diversos setores estavam fechados ou próximo disso devido a falta de recursos humanos. No início deste ano, Cremerj e Coren, com apoio da Comissão da Câmara, ganharam uma liminar na Justiça Federal obrigando o Ministério da Saúde a renovar os mais de 3 mil contratos.

Fonte: João Pedro Werneck
Assessoria do mandato da dep. Jandira Feghali (PCdeoB/RJ)

Sindicato dos Médicos e Clube de Engenharia debatem Petróleo e Políticas de Saúde no Brasil

Sindicato dos Médicos e Clube de Engenharia debatem Petróleo e Políticas de Saúde no Brasil

SINDICATO DOS MÉDICOS E CLUBE DE ENGENHARIA DEBATEM PETRÓLEO E POLÍTICAS DE SAÚDE NO BRASIL
Um debate extremamente importante vai se realizar no dia 09 de agosto, às 18h, no Clube de Engenharia (veja cartaz abaixo). O Governo brasileiro, com decisão soberana e ouvido o congresso nacional, deliberou destinar um percentual expressivo dos lucros com a exploração do petróleo para o financiamento da saúde e educação, garantindo, assim, a libertação definitiva da condição de subdesenvolvimento econômico e social nos próximos anos. Tudo isto ruiu estrepitosamente com o Golpe de 2016, e demanda de todos os brasileiros, de qualquer credo político e ideológico, uma posição altiva e corajosa de defesa da soberania do país.
Para a diretora do SinMed, Rosalie Correa, “Nossa intenção, ao organizar a discussão do tema “ Petróleo e Saúde: Quais suas relações no Brasil ? “, é expor o significado da nossa riqueza em Petróleo. Além da sua importância fundamental na Soberania do Brasil, como nossa maior fonte energética, os “royalties” provenientes da exploração das reservas da camada de pré-sal estavam destinados à Saúde e Educação!
Diante do assustador desmonte da Nação, a que estamos assistindo, o conhecimento e discussão deste tema se impõe!”. Rosalie diretora do SinMed-RJ, está à frente da organização dessa importante mesa-redonda.
Ela acrescenta: “ontem fomos impactados com a notícia de novos cortes orçamentários que vão destruir a CAPES !”, mostrando que está em marcha a destruição da ciência, tecnologia e educação no nosso país”. E conclama: “ Venham ao nosso encontro na defesa da Saúde, Educação e Soberania ! “
Informações: Mesa-redonda “Petróleo e Saúde: Quais suas relações no Brasil?”
Participantes:
Guilherme Estrella – Geólogo – ex-Diretor da Petrobras
Profº Segen Stefen - COPPE/ UFRJ
Profº Reinaldo Guimarães - UERJ
Profº Carlos Otávio Ocke Reis - IPEA
Local: Clube da Engenharia - Av. Rio Branco,124 / 20º andar
Data: 09/08/2018
Horário: 18h

SINDICATO PRECISA DO APOIO DOS MÉDICOS, AFIRMA FRANKLIN RUBINSTEIN, PRESIDENTE EM EXERCÍCIO

SINDICATO PRECISA DO APOIO DOS MÉDICOS, AFIRMA FRANKLIN RUBINSTEIN, PRESIDENTE EM EXERCÍCIO
Psicanalista, ex-conselheiro do Cremerj, médico aposentado da ANVISA, Franklin Rubinstein, na condição de vice-presidente, responde interinamente pela presidência do Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro. Ele conversou com a equipe da Comunicação Social do Sindicato, sobre o delicado momento político do país e da vida sindical.
Comunicação SinMed - Quais são as principais frentes de luta do Sindicato hoje?
Franklin - O SinMed/RJ tem hoje na sua pauta principal a defesa intransigente dos direitos dos médicos submetidos a vínculos empregatícios precários, sejam eles públicos ou privados. O que já era inaceitável piorou com a aprovação da reforma trabalhista. Já no final do ano passado ocorreram assembléias em nosso auditório para discutir e encaminhar propostas que viabilizassem o pagamento de salários justos, sem atrasos, e com condições de trabalho dignas que incluíssem respeito ético aos colegas submetidos muitas vezes a situações desumanas no exercício profissional. Agora, no segundo semestre do ano, o quadro se repete e, com certeza, estaremos juntos, na luta de novo.
A pauta sindical não pode, ao nosso ver, caminhar separadamente da pauta política. Impõe-se, também, a luta permanente em defesa do estado democrático de direito, sem o qual não se pode assegurar de forma perene as conquistas de cada dia.

Comunicação – Como está a situação financeira do SinMed, especialmente após a reforma trabalhista do governo Temer?
Franklin – O sindicalismo como um todo sofreu um forte golpe com a extinção abrupta do imposto sindical. Este fato impõe uma rápida e difícil adaptação. Estamos nos preparando para que, em assembleia previamente convocada, possamos discutir com os nossos associados as formas de financiamento indispensáveis para a continuidade do trabalho do sindicato na defesa dos interesses profissionais da categoria.
Comunicação – Você está no exercício da Presidência do SinMed, como vice-presidente. Qual é a situação atual da diretoria do Sindicato?
A nossa Chapa 2 - Médicos Unidos - venceu as eleições do ano passado por expressivo número de votos, após um período em que o SinMed foi dirigido por uma junta governativa, conforme decisão judicial. Nosso sindicato tinha ficado 18 anos em uma situação de isolamento político e estagnação administrativa, e a vitória da Chapa 2 representou uma grande esperança para todos os médicos.
Durante o processo de eleições, uma nova medida judicial determinou o impedimento da posse do presidente eleito, Jorge Luiz do Amaral, o Bigu. Esta situação, ainda pendente de decisão da justiça, impôs a todos os demais diretores um empenho maior, que tem resultado na possibilidade de executarmos a contento as propostas apresentadas pela chapa durante a campanha eleitoral.

[Republicado – Portal Outras Palavras]Lucia Souto, presidente do Cebes, relembra os anos de chumbo e analisa desafios atuais

Lucia Souto, presidente do Cebes, relembra os anos de chumbo e analisa desafios atuais

Por Antonio Martins, do Outras Palavras, especialmente para o Outra Saúde

31 de julho de 2018

1976: Passados 12 anos do golpe civil-militar que instaurou a ditadura no Brasil, aquilo que ficou conhecido como ‘milagre econômico’ já tinha chegado ao fim e o país era governado pelo general Ernesto Geisel, que queria a tal abertura ‘lenta, gradual e segura’. Fato é que mais de 20 pessoas foram mortas ou desapareceram apenas naquele ano (e esse foi o mesmo presidente que, no início do seu mandato, autorizou pessoalmente a execução de opositores).

Naquela época, dois assassinatos marcantes foram vendidos como suicídios, mas as evidências eram fortes demais para que a ideia pudesse ser comprada: o do metalúrgico Manuel Fiel filho, em janeiro, e o do jornalista Vladimir Herzog, em outubro do ano anterior. Também foi o ano em que João Goulart morreu na Argentina.


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ABRASCÃO

ABRASCÃO

ABRASCÃO

Hoje teve início o 12º Congresso da Associação Brasileira de Saúde Coletiva, a Abrasco. Criada em 1979, a entidade sempre teve como objetivo combinar conhecimento científico com ação, de modo que evidências sobre a saúde da população brasileira, por exemplo, orientaram a mobilização política pelo SUS. Já se passaram quase 30 anos desde a criação do Sistema que se de um lado nunca saiu do papel completamente, por outro nunca esteve tão ameaçado.

São mais de sete mil participantes. E, durante vários momentos, 23 mesas de debate ao mesmo tempo. A ex-presidente do Chile, Michele Bachelet, abriu o Congresso com uma conferência sobre a ligação dos sistemas universais e públicos de saúde com direitos sociais e democracia.

Todas as transmissões ao vivo poderão ser acompanhadas na TV Abrasco, o canal da Abrasco no Youtube.

Acesse https://www.youtube.com/user/tvabrasco

Solidariedade a Debora Diniz, professora e pesquisadora no campo dos Direitos Humanos

Solidariedade a Debora Diniz, professora e pesquisadora no campo dos Direitos Humanos

Solidariedade a Debora Diniz, professora e pesquisadora no campo dos Direitos Humanos

A professora Debora Diniz, da UnB, antropóloga conhecida internacionalmente, pesquisadora do campo dos direitos humanos e feminismo, vem recebendo ameaças de morte por parte de pessoas e grupos contrários à descriminalização do aborto, que não se identificam publicamente. Debora é uma das líderes brasileiras na pesquisa de bioética e direitos reprodutivos. Foi obrigada a mudar-se de Brasília, e está sob proteção de programas de direitos humanos. O caso é emblemático da escalada de violência e intolerância fascistas que vêm tragicamente marcando nosso país.
Entre as produções acadêmicas e cinematográficas de Debora Diniz, destaca-se o documentário A Casa dos Mortos, sobre o manicômio judiciário da Bahia, e a coordenação do até agora único Censo Nacional sobre Internados em Hospitais de Custódia e Tratamento Psiquiátrico, de 2011.
Manifestamos nossa integral solidariedade a Debora Diniz, e nosso repúdio a todas as formas de fascismo.
(SinMedRJ-Notícias)

Conselho Municipal de Saúde repudia governo Crivella por clientelismo na marcação de consultas e exames⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀

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Nota de Repúdio às declarações do Prefeito Marcelo Crivella

Nota de Repúdio às declarações do Prefeito Marcelo Crivella

NOTA DE REPÚDIO
O Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro, e as entidades que subscrevem esta nota, vêm a público manifestar sua indignação e o mais veemente protesto contra a postura do Prefeito do Rio de Janeiro, Marcello Crivella, quando reuniu, no evento denominado “Café da Comunhão”, no Palácio da Cidade, cerca de 250 pastores, pelo menos um deles (Rubens Teixeira) pré-candidato a deputado federal (PRB).
Ainda na campanha eleitoral Marcello Crivella prometeu, se eleito, não confundir política e religião - promessa repetida na solenidade de posse. Não precisava! Afinal, trata-se de princípio republicano, sistema sob o qual vivemos, e condiciona nossos processos políticos. Mas o sr. Marcello Crivella fez questão de prometer, como se estivesse propondo um novo princípio republicano. É, também, da lavra retórica do atual prefeito na campanha, a promessa de cuidar das pessoas – sugerindo que iria além de suas obrigações constitucionais, que iria prover o bem-estar de cada um e de todos, de forma pessoal.
Não foram necessários os tradicionais noventa dias para testar esta última promessa. O senhor prefeito esteve, sistematicamente, ausente quer nas tragédias, quer nas festas populares mais caras aos cariocas, chegando ao máximo de debochar do carnaval, retirando-lhe apoio financeiro e negando sua presença, numa verdadeira demonstração de fé no fim do carnaval.
De tanto constituir-se uma marca da atual gestão da prefeitura, as ausências e omissões já não produziam reações, num indesejável, mas natural conformismo. Eis que, no entanto, no último dia 05, o Sr. Prefeito, utilizando espaço e recursos públicos, reuniu líderes de sua religião e prometeu resolver problemas financeiros, acelerar soluções atropelando regras e normas, prover cirurgias no SUS em até cinco dias a partir da solicitação, tudo exclusivamente para a sua grei, furando a fila daqueles que esperam, às vezes até à morte, por uma vaga no sistema público de saúde.
Lembramos que as vagas para realização das operações cirúrgicas, e a distribuição das consultas de maior complexidade, no sistema de saúde, seguindo um dos mais importantes fundamentos do SUS, é operado por um sistema (SISREG) impessoal, seguindo critérios técnicos baseados na natureza do problema, e no risco a que está submetido o paciente.
Ao adotar sistema exclusivo para seus fiéis (o já alcunhado sistema Márcia), o sr. Prefeito ofende a cidadania, por estabelecer, na política pública, cidadãos de primeira e segunda categorias; os bem-aventurados (apontados pelos pastores - estes serão atendidos em suas demandas de saúde), e os ímpios, que devem expiar seus pecados padecendo uma longa espera numa fila para obter o que lhes é de direito; os escolhidos, definidos pelo credo que professam – detentores de um lugar no paraíso, e os pecadores para os quais restam a misericórdia.
Por vermos, com as atitudes do sr. Prefeito, um acelerado retrocesso nos valores republicanos, assim como nos fundamentos e organização do SUS, conclamamos todos os que se preocupam com a defesa dos direitos e da dignidade da pessoa humana, a unirem-se, utilizando-se de todos os legítimos recursos para a responsabilização do senhor prefeito e, com isto, iniciarmos uma campanha contra a apropriação do SUS pelas agremiações particulares.


- SINMED-RJ, ASFOC-SN, Sindicato dos Enfermeiros do Rio de Janeiro, CEBES.

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