O Grupo Hospitalar Conceição (GHC) emitiu um comunicado oficial no dia 9 de abril de 2026 suspendendo a orientação anterior que determinava o deslocamento de profissionais temporários. A medida atinge os servidores que atuam sob o regime de Contrato Temporário da União (CTU) no Hospital Federal de Bonsucesso (HFB).
Até então, os colaboradores haviam recebido instruções para se apresentarem, a partir de 10 de abril, à sede principal do Departamento de Gestão Hospitalar (DGH), localizada na Rua México, no Centro do Rio de Janeiro. O objetivo inicial da administração era que os servidores dessem continuidade às suas atividades naquele local durante um período de transição.
Com a nova decisão, o GHC orientou que os funcionários permaneçam em seus respectivos postos de trabalho e mantenham as atividades normais até que uma nova orientação seja feita com antecedência. De acordo com a instituição, a alteração ocorre para que o cronograma seja ajustado visando uma melhor organização interna e o alinhamento de fluxos.
A mudança súbita de diretrizes gerou reações negativas entre o corpo funcional. Relatos de servidores indicam que a primeira ordem de transferência teria provocado a desestruturação de serviços no hospital e gerado revolta. Os funcionários expressaram que a sucessão de informações contraditórias compromete a estabilidade emocional dos trabalhadores e caracteriza um desrespeito tanto aos profissionais temporários quanto aos estatutários. Em depoimento, a condução do processo pelo Ministério da Saúde foi classificada como uma forma de assédio.