O Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro vem a público manifestar seu apoio e solidariedade à greve dos professores e técnicos universitários da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).
A mobilização desses trabalhadores é legítima e necessária diante da postura do ex-governador do Estado do Rio, Cláudio Castro, que tem se recusado sistematicamente a abrir canais efetivos de negociação, ao mesmo tempo em que aprofunda o processo de precarização das condições de trabalho e funcionamento da universidade pública.
A UERJ é patrimônio do povo fluminense e cumpre um papel fundamental na formação profissional qualificada e crítica, na produção de conhecimento científico e na garantia de acesso à educação superior pública, gratuita e de qualidade. Além disso, seus equipamentos de saúde, como o Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE) e a Policlínica Piquet Carneiro (PPC), são referências no atendimento à população e na formação em saúde, desempenhando papel essencial no Sistema Único de Saúde. O seu enfraquecimento representa um ataque direto aos direitos sociais da população, aprofundando as desigualdades e ampliando a exclusão, além de comprometer gravemente a qualidade da assistência à saúde prestada à população.
O movimento grevista se sustenta em reivindicações justas e urgentes, entre as quais destacamos: a recomposição salarial frente às perdas inflacionárias acumuladas desde 2001; o restabelecimento do direito aos triênios; a defesa da universidade pública com recomposição orçamentária da UERJ; a luta contra a reforma administrativa, que ameaça os serviços públicos e seus trabalhadores, entre outras.
Enquanto médicos, reafirmamos que a defesa dos serviços públicos — especialmente saúde e educação — é parte da luta pela dignidade da população e pelos direitos dos trabalhadores. Não há serviço de qualidade sem valorização dos servidores. Por isso, defendemos financiamento público adequado e concursos públicos, e nos colocamos frontalmente contra a privatização e a terceirização, que fazem avançar a lógica do lucro sobre direitos, precarizam o trabalho e comprometem o atendimento à população.
Reiteramos nossa solidariedade aos professores e técnicos da UERJ e reforçamos a necessidade de que o Governo do Estado abra imediatamente negociações, atendendo às demandas das categorias e interrompendo o processo de desmonte da universidade pública.
Seguiremos juntos na defesa dos direitos dos trabalhadores e dos serviços públicos de qualidade.
Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro