{"id":20,"date":"2017-08-28T08:28:41","date_gmt":"2017-08-28T11:28:41","guid":{"rendered":"http:\/\/sinmedrj.org.br\/institucional\/historia\/"},"modified":"2017-09-26T17:35:16","modified_gmt":"2017-09-26T20:35:16","slug":"historia","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/sinmedrj.org.br\/?page_id=20","title":{"rendered":"Hist\u00f3ria"},"content":{"rendered":"<p><strong>Os primeiros tempos (1927\/1967): um sindicato de m\u00e9dicos liberais<\/strong><\/p>\n<p>O Sindicato dos M\u00e9dicos do Rio de Janeiro foi fundado em 25 de novembro de 1927. \u00a0Foi a primeira associa\u00e7\u00e3o de uma categoria\u00a0 profissional, de n\u00edvel superior, a se organizar no Brasil.<\/p>\n<p>O sindicato dos m\u00e9dicos, em seus primeiros quarenta anos de vida, foi dirigido por homens eruditos e abastados. Alguns deles integravam, ao mesmo tempo, a Academia Nacional de Medicina.<\/p>\n<p>O sindicato promovia festas\u00a0e reuni\u00f5es sociais e cient\u00edficas onde a elite econ\u00f4mica da, ent\u00e3o, capital da Rep\u00fablica, se encontrava. Em termos profissionais, o sindicato defendia o padr\u00e3o liberal de rela\u00e7\u00e3o do m\u00e9dico com o mercado de trabalho, predominante naquela \u00e9poca.<\/p>\n<p>O sindicato deveria servir para\u00a0preservar\u00a0liberdade do m\u00e9dico em determinar o valor e a dura\u00e7\u00e3o de sua consulta, sem qualquer interfer\u00eancia externa. Por esta raz\u00e3o, os sindicalistas condenavam o assalariamento decorrente da crescente presen\u00e7a do Estado na sa\u00fade. Os C\u00f3digos de \u00c9tica M\u00e9dica de 1931 e 1945 promulgados em eventos promovidos pelo sindicato, s\u00e3o a express\u00e3o da defesa destes interesses profissionais<\/p>\n<p><b>1953\/1954:\u00a0<\/b><b><i>Marcos na hist\u00f3ria<\/i><\/b><b><i><br \/>\n<\/i><\/b>Nos anos 1950, era expressivo o n\u00famero de m\u00e9dicos assalariados, funcion\u00e1rios p\u00fablicos. Este foi um dos legados da Era Vargas. Boa parte destes profissionais atuava na cidade do Rio de Janeiro, ent\u00e3o capital da Rep\u00fablica.<\/p>\n<p>Desde aquela \u00e9poca, havia uma disparidade salarial entre os m\u00e9dicos funcion\u00e1rios municipais e os federais. Para acabar com esta disparidade foi elaborado, em dezembro de 1950, o Projeto de Lei 1.082. Com ele, o m\u00e9dico funcion\u00e1rio federal, atingiria o mais alto n\u00edvel no plano e cargos e sal\u00e1rios: a Letra O. Al\u00e9m disso, ele receberia um abono de 25% a cada cinco anos de trabalho.<\/p>\n<p>O sindicato dos m\u00e9dicos, dominado pelas mesmas elites que o fundaram, foi contra este movimento grevista. Para coordena-lo, foi criada a Associa\u00e7\u00e3o M\u00e9dica do Distrito Federal (AMDF). Entre 1951 e 1954, a AMDF negociou a aprova\u00e7\u00e3o deste projeto no Congresso Nacional. Em novembro de 1954 ele foi vetado pelo presidente da Rep\u00fablica. Diante deste fato, a categoria resolveu suspender suas atividades. A primeira Greve M\u00e9dica da Hist\u00f3ria do Brasil, aconteceu entre os dias 3 e 6 de dezembro de 1954: A Greve da Letra O.<\/p>\n<p><b>1968:\u00a0<\/b><b><i>A resist\u00eancia<\/i><\/b><b><i><br \/>\n<\/i><\/b>1968 foi um ano singular na hist\u00f3ria. No mundo, ocorreram manifesta\u00e7\u00f5es pol\u00edticas e libert\u00e1rias. No Brasil, n\u00e3o foi diferente. Em um per\u00edodo de exce\u00e7\u00e3o, as manifesta\u00e7\u00f5es defendendo a liberdade de express\u00e3o foram grandiosas.<\/p>\n<p>O movimento sindical m\u00e9dico acompanhou esta tend\u00eancia. Naquele ano, foi organizado o Movimento M\u00e9dico Independente Renovador (MMIR). Ele visava conquistar a dire\u00e7\u00e3o do Sindicato M\u00e9dico, que estava aliada ao Regime Militar.<\/p>\n<p>Para tanto, o MMIR mobilizou os m\u00e9dicos em cada hospital. Os integrantes da chapa foram escolhidos nas assembleias realizadas em cada unidade. Construiu-se, assim, um grupo representativo. Mesmo assim, ela venceu com a diferen\u00e7a de, apenas, 25 votos. Com o presidente Miguel Ol\u00edmpio Cavalcanti, o sindicato passou a defender, pela primeira vez, os interesses dos m\u00e9dicos assalariados, sobretudo os funcion\u00e1rios p\u00fablicos. Al\u00e9m disso, o sindicato oferecia uma s\u00e9rie de servi\u00e7os assistenciais para seus associados. Em 1971, Miguel Ol\u00edmpio teve seus direitos pol\u00edticos cassados<\/p>\n<p><b><i>1981: Uma greve viva na mem\u00f3ria<\/i><\/b><br \/>\nO final da d\u00e9cada de 1970 foi caracterizado pelo incremento do movimento de redemocratiza\u00e7\u00e3o da sociedade brasileira. A campanha pela Anistia come\u00e7ava a tomar as ruas. O movimento sindical m\u00e9dico acompanhou esta tend\u00eancia.<\/p>\n<p>Naquela \u00e9poca organizou-se o Movimento de Renova\u00e7\u00e3o M\u00e9dica (REME), que contou com a participa\u00e7\u00e3o dos m\u00e9dicos residentes.\u00a0 Em 1978, o REME conseguiu eleger seus primeiros representantes, tirando a dire\u00e7\u00e3o da entidade das m\u00e3os dos m\u00e9dicos aliados ao regime militar.<\/p>\n<p>Primeiro, foi\u00a0eleito Rodolpho Rocco, sucedido por Jo\u00e3o Carlos Serra. Em dezembro de 1980, foi a vez de Roberto\u00a0Chabo. Em mar\u00e7o de 1981, come\u00e7ou a ser realizada a maior e mais importante greve m\u00e9dica da hist\u00f3ria do Brasil. Sua motiva\u00e7\u00e3o foram as\u00a0prec\u00e1rias condi\u00e7\u00f5es de trabalho, os baixos sal\u00e1rios, a sa\u00fade do m\u00e9dico e o perigo que representava o crescimento dos planos de sa\u00fade. Uma greve que contou com amplo apoio da categoria e da sociedade.<\/p>\n<p><b>1990\/2002:\u00a0precariza\u00e7\u00e3o<\/b> <b><i><br \/>\n<\/i><\/b>A partir dos anos 90, os servi\u00e7os de assist\u00eancia\u00a0m\u00e9dica tornaram-se ainda mais prec\u00e1rios. Os sinais desta situa\u00e7\u00e3o puderam ser vistos na prolifera\u00e7\u00e3o das escolas m\u00e9dicas, na baixa qualidade de ensino e da forma\u00e7\u00e3o profissional e no sal\u00e1rio insignificante.<\/p>\n<p>No poder p\u00fablico e privado a realidade foi uma assist\u00eancia insuficiente \u00e0 popula\u00e7\u00e3o, sob rela\u00e7\u00f5es e condi\u00e7\u00f5es de trabalho com amea\u00e7a \u00e0 preserva\u00e7\u00e3o do exerc\u00edcio \u00e9tico da medicina. A explora\u00e7\u00e3o do trabalho m\u00e9dico pelas seguradoras de sa\u00fade, empresas de medicina de grupo e governos exigiram uma resposta.<\/p>\n<p>Liderados pelo sindicato, os m\u00e9dicos realizaram greves e atos p\u00fablicos para cobrar a melhoria da remunera\u00e7\u00e3o e das condi\u00e7\u00f5es de trabalho no setor\u00a0p\u00fablico e a revis\u00e3o das tabelas da medicina privada. \u00a0O SinMed atravessou os anos 90 resistindo \u00e0s pol\u00edticas que se fundamentavam no desmantelamento do Estado e na ado\u00e7\u00e3o do mercado regulador das rela\u00e7\u00f5es sociais.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os primeiros tempos (1927\/1967): um sindicato de m\u00e9dicos liberais O Sindicato dos M\u00e9dicos do Rio de Janeiro foi fundado em 25 de novembro de 1927. \u00a0Foi a primeira associa\u00e7\u00e3o de uma categoria\u00a0 profissional, de n\u00edvel superior, a se organizar no Brasil. 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