Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro apoia a Greve Geral de 14/6
A Diretoria Plena do Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro deliberou pelo APOIO À GREVE GERAL de 14/6, contra a reforma da previdência, em defesa do ensino público, gratuito e de qualidade, em defesa do SUS e da saúde pública. O SinMed manifesta-se também contra o congelamento dos gastos sociais (PEC 95) e em defesa da Constituição de 1988 e do Estado Democrático de Direito.
Assembleia geral dos médicos da atenção básica, realizada no SinMed, deliberou pelo ESTADO DE GREVE, e apoio à Greve Geral de 14/6. Nova assembleia geral será convocada pelo SinMed, para realizar balanço do movimento e proposta de novas ações.
Os médicos brasileiros não podem ficar insensíveis diante da gravidade da crise social que se abate sobre o país.
O desemprego de 13 milhões de pessoas, somado às diversas formas de subemprego, já atinge nesse momento a quase 30 milhões de brasileiros, o que corresponde a um terço da população economicamente ativa. A proposta de reforma da Previdência do governo Bolsonaro ameaça retirar direitos sociais já conquistados, agravando a situação de pauperização da classe média e dos trabalhadores. Há uma completa estagnação econômica, em meio a propostas de uma política belicosa e armamentista para a segurança pública.
O fim do programa Mais Médicos, somado a diversas medidas que desestruturam programas já consolidados do SUS, refletem-se em índices sanitários alarmantes, como a estagnação da curva de queda da mortalidade infantil e o aumento de doenças transmissíveis (com redução da cobertura vacinal). O trabalho médico torna-se mais precarizado do que já estava, gerando insegurança em todos os profissionais – no âmbito federal, estadual, municipal e no setor privado. A desconstrução da legislação trabalhista mostra seus frutos, gerando enorme insegurança dos trabalhadores, inclusive os médicos.
O governo Bolsonaro extinguiu instâncias de defesa de direitos humanos, deixando clara sua face de um governo de ódio, antidemocrático, belicista, produtor de exclusão social. Além disso, está desmantelando o patrimônio público, vendendo, a preço de banana, a soberania do país e suas riquezas às grandes empresas norte-americanas.
As revelações sobre a ilegalidade dos Processos de Curitiba confirmam o que parte da população já sabia: que este governo Bolsonaro-Mourão é fruto de uma gigantesca fraude, onde o Judiciário e a Mídia se juntaram para influenciar e determinar o resultado das eleições.
Os médicos não podem ficar indiferentes à verdadeira tragédia social que atinge a população brasileira em 2019. Somente a luta organizada, multipartidária, nas ruas, será capaz de recolocar o país no rumo da democracia, dos direitos sociais e da dignidade humana.
Contra a reforma da previdência!
Em defesa do SUS !
Em defesa da universidade pública, e do ensino público, gratuito e de qualidade !
Contra o Plano Taurus para a segurança pública !
Em defesa dos direitos humanos !
Contra o congelamento dos gastos com políticas públicas de inclusão social !
Em defesa da soberania nacional, e contra a subserviência aos interesses dos Estados Unidos e das corporações internacionais !
Pelo pleno restabelecimento do Estado Democrático de Direito !
Rio de Janeiro, junho de 2019
Diretoria do Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro
90 anos de luta sindical